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Dia Mundial da água - Dia de Reflexão

22 de Março de 2016 Artigos

Somente existe vida, se água existir. Portanto, os recursos hídricos existentes no planeta são essenciais, indispensáveis para a sobrevivência de todos os seres vivos.

O nosso planeta é mais água do que terra, cerca de 70% é coberto por água, no entanto, apenas 0,77% de toda a água está disponível para o consumo humano. Esta água está em lagos, rios e em aquíferos, os reservatórios subterrâneos.

Porém, além da pouca água própria ao consumo humano, a dificuldade existe porque sua distribuição e quantidade não são uniformes.
Existem locais onde inexiste quantidade de água suficiente para um regular fornecimento deste precioso líquido para atender a toda a população ali residente.

Parte desta água disponível para o consumo dos seres vivos está comprometida pela ação e inação do homem, permitindo que a poluição comprometa a sua qualidade.

Estima-se que, aproximadamente 700 milhões de pessoas ainda não tem acesso a uma água limpa e segura, para terrem uma vida saudável.
Exatamente para que a sociedade mundial fizesse uma profunda reflexão, a ONU – Organização das Nações Unidas, criou em conferência realizada em 1992 o dia Mundial da Água a ser comemorado anualmente sempre no dia 22 de março.

Paralelamente, em outro momento, a ONU declarou que a água limpa e segura e o saneamento básico são direitos humanos, passando a ser direito garantido por lei.

Mas a água não é apenas indispensável para o consumo humano e de todos os seres vivos, é indispensável também para o desenvolvimento da agricultura, visando garantir a produtividade na produção de alimentos que garantam a vida dos 7 bilhões de habitantes deste planeta.
Indispensável para as atividades industriais, geradoras de empregos e riquezas. Indispensável para a geração de energia, motor do desenvolvimento mundial. Em tudo e todos os dias o mundo precisa deste valioso recurso hídrico.

A geração de riqueza e empregos que assegurem o bem-estar da humanidade depende totalmente deste mineral. Assim, devem ser prioridades de todos os gestores públicos a garantia de água saudável e saneamento seguro, que devem assegurar investimentos em ações que promovam o adequado e sustentável deste recurso natural.

O Brasil tem o privilégio de poder contar com 12% de toda a água potável existente no planeta. Contudo, apesar desta riqueza e fatura, existem inúmeras áreas de nosso território que enfrentam sistematicamente com a escassez ou até mesmo com a absoluta e total falta de água para atender suas respectivas populações.

E aqui não se fala apenas do Nordeste brasileiro, onde costumeiramente o fenômeno se apresenta, mas de outras regiões onde o adensamento populacional determina a necessidade de uma maior captação deste precioso bem. Fenômenos climáticos têm imposto dificuldades de abastecimento, exigindo das autoridades mais ações e investimentos para minimizar os efeitos de estiagens mais intensas.

No entanto, não basta apenas que o setor público avance sempre mais na direção da ampliação de seus sistemas de captação, tratamento e distribuição. É preciso que se aprofundem os mecanismos para que se reduza ao máximo o desperdício de água nos sistemas de tratamento e distribuição. As perdas de toda a ordem ainda são muito elevadas.

Outrossim, há espaço para que a população adote práticas que permitam a necessidade de uma quantidade menor de água por habitante. No Brasil, estatisticamente se consumia por volta de 200 litros/dia por habitante. Com o passar do tempo, esse consumo se situa em torno de 160 litros/dia. Com algum esforço de todos os consumidores e com as campanhas de conscientização do Poder Público, não apenas utilizando os meios de comunicação, mas utilizando as próprias escolas pode-se chegar a 130 litros/dia de consumo por habitante. Isto, mais a substancial redução das perdas, resultará em enormes ganhos para o Brasil e a humanidade.

A Campanha da Fraternidade Ecumênica deste período de quaresma nos remete à mesma direção com o lema: Casa Comum, responsabilidade de todos. É no planeta terra, exatamente onde habitam todos os seres vivos, em nenhum outro lugar sabemos existir vida, que cada um de nós moramos, portanto, é também CASA COMUM de todos.

Assim a responsabilidade de viabilizar a continuidade das condições de conservação, para que a vida se perpetue, e que jamais deixe de existir por ação do homem, é de todos nós.

QUE JAMAIS FALTE UM COPO DE ÁGUA PARA MATAR A SEDE DA HUMANIDADE.

Dalirio Beber – Senador da República